12 outubro 2012

Experiência com TICs - Rádio


RÁDIO

Análise do Artigo:
BALDESSAR, Maria José Baldessar. Fazendo Rádio na Escola: A Implantação da Rádio Beatriz, Santa Catarina. Disponível em: <http://www.bemtv.org.br/portal/educomunicar/pdf/radioescolaparceria.pdf>. Acesso em: 27 set. 2012.

Relato
O artigo escolhido para essa análise é sobre uma experiência com produção de rádio nas escola a Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito, localizada no bairro Pantanal, Florianópolis.  O projeto “Fazendo Rádio na Escola”, teve como objetivo aprimorar a comunicação dentro da escola e a formação profissional. O processo de implantação do projeto, iniciou através de aulas teóricas sobre a importância deste meio de comunicação e de suas diversas modalidades com adolescentes. Os participantes passaram por todas as fases da produção do rádio – roteiro, programação, entrevista, interpretação.                    

Análise

O projeto da rádio da escola, aprimorou o universo curricular dos alunos proporcionando um novo aprendizado, além das disciplinas obrigatórias. A parceria com a Universidade trouxe para a escola uma realidade diferente. Na implantação da rádio os alunos tiveram que comparecer as aulas extracurriculares, teoria do rádio para depois iniciar a prática.
As aulas alfabetizaram ao desmitificar equipamentos e estimular seu uso, revelando os recursos da rádio. A comunidade começou a fazer parte da escola, assim como os alunos e professores, iniciaram uma comunicação que antes estava truncada.

11 outubro 2012

TICs e práticas pedagógicas - 2ª avaliação bimestral da disciplina.



1. Localize práticas pedagógicas com TIC em:

EDUCAÇÃO INFANTIL
A TV Digital Interativa como Ferramenta de Apoio à Educação Infantil

EJA
A questão informacional e o uso de recursos tecnológicos na educação de jovens e adultos de Belo Horizonte (EJA-BH): realidade e utopia na prática
docente 

ENSINO MÉDIO
Ensino de Química Contextualizado através da Mediação Tecnológica.
 - Ensino destinado a alunos rurais e ribeirinhos do estado de Amazonas. Proporcionar as comunidades carentes e distanciadas do estado pela peculiaridade da região.

2. Apresente e discuta pedagogicamente práticas pedagógicas com TIC
Texto escolhido
TEIXEIRA, Ana Frazão; MONTEIRO, Darlinda Dias. Ensino de Química Contextualizado através da Mediação Tecnológica. Disponível em: <http://www.uel.br/eventos/cpequi/Completospagina/18279248320090616.pdf>. Acesso em: 11 out. 2012.

Apresentação do trabalho
            De acordo com o artigo, os idealizadores do projeto pedagógico usavam a internet para fazer com que os professores pudessem entrar em contato com os alunos, que poderiam lhes fazer perguntas e, assim, comunicar-se através de chat interativo. Nesse aspecto, não fica claro o tipo de interatividade que foi alcançada, pois não conta no texto nenhum exemplo real.
            Analisando o processo à luz dos conceitos de Lina Morgado (2011), o modelo utilizado por eles está centrado no professor, no qual este prepara e disponibiliza os conteúdos. Podemos dizer que este transporta o conceito tradicional de sala de aula para a realidade virtual, através de vídeos-aula, recursos de animação simples e em 3D, animações educativas e instrutivas, vídeos de experimentos químicos elaborados pelas professoras em estúdio da equipe de produções e vídeos de sites da web. O texto sinaliza o uso de quadro digital interativo, mas não discorre como se deu a apropriação dos alunos face a esta ferramenta.
            Aliado ao uso das TIC, os professores utilizaram planos de estudos complementares para que os monitores pudessem auxiliar e direcionar as atividades para cada grupo escolar. Materiais foram adaptados para melhor compreensão dos alunos, como, por exemplo, o uso de fatos do cotidiano da população rural e ribeirinhas do estado do Amazonas para ilustrar as experiências químicas a serem compreendidas.

Discussão
            O projeto desenvolvido está centrado no professor. Segundo Morgado (2001):
Fundamenta-se na ideia de relativa permanência e imutabilidade dos conteúdos e materiais que são concebidos por especialistas podendo, assim, “ser ensinados” por outros professores que não seus autores. (...) este modelo procura absorver algumas facilidades e vantagens das novas tecnologias da informação e da comunicação, mas ainda se inscreve numa abordagem tradicional de ensino à distância. (MORGADO, 2001, p. 6)
            Apesar disto, é uma iniciativa que colabora para a elevação do nível educacional nas regiões rurais e ribeirinhas do estado do Amazonas. Acreditamos, no entanto, que este tipo de apropriação tecnológica subestima toda a potencialidade que o acesso à internet pode dar ao ensino à distância. O mais indicado seria explorar uma nova abordagem pedagógica.
            É preciso entender que a internet pode aproximar pessoas, mas que isso não é tudo. Deixar fluir saberes e permitir que eles sejam apreciados, discutidos e reeditados é a tônica do ensino online, pelo menos aquele em que de fato todos participam e contribuem: professores, tutores, monitores e alunos. Superar o ensino bancário freiriano ainda é um limite a ser superado. Infelizmente, esta experiência não o logrou.

MORGADO, Lina. O papel do professor em contextos de ensino online: problemas e virtualidades. In: Discursos, III Série, nº especial, p.125-138, Lisboa, Universidade Aberta, 2001. Disponível em: <https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/1743/1/professor_online_linamorgado> . Acesso em: 4 out. 2012.

3. Crie um plano de aula utilizando as TICs
I. Plano de Aula: QUÍMICA – 1ºBimestre – Aula 4 - 11/10/2012
II. Dados de Identificação
Instituição: Aula de TIC
Professor (a): Aline Silva, Antonina Monteiro e Danielah Lopes
Disciplina: Química
Série: 1º Ano
Turma: A
III. Tema:
      Misturas e seus processos de separação
IV. Objetivos
Objetivo geral: Explicar/ o que é mistura e os seus processos de separação.
Objetivos específicos
1.    Associar no cotidiano as formas de separação de mistura encontradas no ambiente em que o aluno está inserido; e,
2.    Identificar qual o processo de separação adequado para cada mistura.
V. Conteúdo:
1.    Tipos de misturas; e,
2.    Processos de separação de misturas.
VI. Desenvolvimento do tema
1.   Aula expositiva do conteúdo, permitindo aos alunos exporem suas dúvidas e interação com os vídeos disponibilizados pelo professor. Apresentar a ideia de ir a campo com a turma para visualizar as misturas e sua separação in loco. Apresentar ao final da aula os equipamentos que eles vão manusear na aula de campo e explicar como funcionam;
2.    Fazer visita de campo em local discutido e escolhido previamente com a turma. Definir os grupos que vão coletar material, realizar as experiências, filmar, fotografar, realizar entrevistas e os entrevistados;
3.     No laboratório de informática, processar as informações(conectar cabos, e transferir datas) e produzir vídeos e programa de rádio sobre meio ambiente através de oficina/laboratório de produção, auxiliado por monitores, que introduzirão os programas necessários à realização da atividade. Ainda assessorados por monitores, constroem um blog para divulgação dos materiais produzidos e hospedados em site de hospedagem de áudio e vídeo; e,
4.    Aula em que os alunos apresentam seus vídeos e programas de rádio para a turma e, depois, participam de um jogo de certo e errado em que o professor atua como moderador e os estudantes divididos em grupos, discutem as repostas dos colegas e apontam soluções, caso as afirmações disponibilizadas estejam incorretas.
VII. Tempo de Aula
 4hs/aula
1.    aula teórica na sala vídeo
2.    aula de campo
3.    aula no laboratório de informática
4.    debate/avaliação na sala de vídeo
VIII. Recursos didáticos
1.    vídeos da web e produzidos pelo professor, PowerPoint com animações e fotografias dos processos de separação de misturas a serem apresentados utilizando projetores e computadores com acesso à internet;
2.    câmeras fotográficas, filmadoras e gravadores na aula de campo, para registrar as experiências, as ações da turma, além de realizar entrevistas com os professores e os estudantes;
3.    computadores com programas de edição de áudio (Audacity), vídeo (MovieMaker), imagens (Paint.Net e Corel), para que os alunos possam confeccionar material didático contextualizados com sua comunidade; e,
4.  computadores com acesso à internet para que os alunos possam divulgar o conhecimento trabalhado através da ferramenta blog e de sites de hospedagem de vídeo e áudio.
XIX. Avaliação
1.      Produção de vídeo com as formas de separação de misturas. Com comentários sobre cada evento apresentado. (valor 5,0)
2.      Produção de programa de rádio, explanando o assunto de meio ambiente e misturas. (3,0)
3.      Jogo de certo ou errado, com perguntas em sala de aula. (valor 2,0)
- critérios adotados para correção das atividades.
Desenvolvimento do aluno e domínio do assunto abordado em sala de aula.
X. Bibliografia
PERUZZO, F. M.; CANTO, E. L. Química: na abordagem do cotidiano. São Paulo: Moderna, 2001.
 

07 outubro 2012

Experiências pedagógicas utilizando as TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação)


 
VÍDEO
 
Análise do Artigo:
SOUZA, Adriana Maricato de. Câmera e vídeo na escola: quem conta o que sobre quem? Comunicação & Educação,  São Paulo, ano X, n.1, p. 97-107, jan/abr 2005. Disponível em: <http://www.revistasusp.sibi.usp.br/pdf/ced/v10n1/v10n1a11.pdf>. Acesso em: 27 set. 2012.


Relato
           O artigo escolhido para essa análise é sobre uma experiência com produção de vídeo nas escolas municipais da Zona Leste de São Paulo. A alfabetização audiovisual  se deu nas oficinas de vídeo com adolescentes e professores. Os participantes passaram por todas as fases da produção em vídeo – roteiro, produção, câmera, entrevista, interpretação.                    


Representantes de grêmios brincam livremente
com a câmera na quadra de esportes da EMEF João Augusto Breves
Fonte: SOUZA, 2005.


Para ver os vídeos produzidos por eles você precisar abrir o Windows media Player antes. Copiar os links abaixo na sua barra de tarefas.
mms://wms.emm.usp.br/eca/beaba_p1.wmv
mms://wms.emm.usp.br/eca/beaba_p2.wmv
mms://wms.emm.usp.br/eca/beaba_p3.wmv



Análise
 
Segundo Souza (2005,) ao fazer narrativas audiovisuais, os participantes compreenderam os elementos fundamentais da linguagem audiovisual e puderam expressam seu próprio universo cultural. Os adolescentes apresentaram maior capacidade criativa. Alguns se sentiam constrangidos de falar suas questões na presença dos professores, mas a tônica do processo foi eles “se reconhecerem como sujeitos capazes de contar histórias com a qualidade máxima que os recursos limitados lhes permitem”. (SOUZA, 2005, p.104)
A oficina alfabetizou ao desmitificar equipamentos e estimular seu uso, revelando os recursos da linguagem audiovisual e resgatando o repertório passivo dos participantes. Uns professores pensaram inicialmente que oficina de vídeo seria para os instrumentalizar para usar o videocassete em sala de aula. Com mais timidez que os estudantes, participaram do processo e puderam quebrar resistências quanto ao novo. Para Souza:
 
Trazer o repertório e a experiência de crianças e jovens para dentro da escola implica reconhecer a cultura midiática, e permitir que a escola faça parte dela, não o contrário. (...) No caso da produção de vídeo, ao trabalhar com professores e diretamente com os alunos, essas pessoas podem auxiliar a escola a criar estratégias para incorporar a cultura midiática ao processo pedagógico. O processo não é rápido, nem fácil, muito menos barato e, naturalmente, gera resistências dentro de instituições engessadas pela tradição. (SOUZA, 2005, p. 106)
 
             Com os vídeos produzidos, alunos e professores puderam mostrar uma realidade bem diferente das escolas de comerciais de margarina e discutir os processos midiáticos.