Análise do Artigo:
SOUZA, Adriana Maricato de. Câmera e vídeo na escola: quem conta o que sobre quem? Comunicação & Educação, São Paulo, ano X, n.1, p. 97-107, jan/abr 2005. Disponível em: <http://www.revistasusp.sibi.usp.br/pdf/ced/v10n1/v10n1a11.pdf>. Acesso em: 27 set. 2012.
Relato
O artigo escolhido para essa análise é sobre uma experiência com produção de vídeo nas escolas municipais da Zona Leste de São Paulo. A alfabetização audiovisual se deu nas oficinas de vídeo com adolescentes e professores. Os participantes passaram por todas as fases da produção em vídeo – roteiro, produção, câmera, entrevista, interpretação.
Representantes de grêmios brincam livremente
com a câmera na quadra de esportes da EMEF João Augusto Breves
Fonte: SOUZA, 2005.
Para ver os vídeos produzidos por eles você precisar abrir o Windows media Player antes. Copiar os links abaixo na sua barra de tarefas.
mms://wms.emm.usp.br/eca/beaba_p1.wmv
mms://wms.emm.usp.br/eca/beaba_p2.wmv
mms://wms.emm.usp.br/eca/beaba_p3.wmv
Análise
Segundo Souza (2005,) ao fazer narrativas audiovisuais, os participantes compreenderam os elementos fundamentais da linguagem audiovisual e puderam expressam seu próprio universo cultural. Os adolescentes apresentaram maior capacidade criativa. Alguns se sentiam constrangidos de falar suas questões na presença dos professores, mas a tônica do processo foi eles “se reconhecerem como sujeitos capazes de contar histórias com a qualidade máxima que os recursos limitados lhes permitem”. (SOUZA, 2005, p.104)
A oficina alfabetizou ao desmitificar equipamentos e estimular seu uso, revelando os recursos da linguagem audiovisual e resgatando o repertório passivo dos participantes. Uns professores pensaram inicialmente que oficina de vídeo seria para os instrumentalizar para usar o videocassete em sala de aula. Com mais timidez que os estudantes, participaram do processo e puderam quebrar resistências quanto ao novo. Para Souza:
Trazer o repertório e a experiência de crianças e jovens para dentro da escola implica reconhecer a cultura midiática, e permitir que a escola faça parte dela, não o contrário. (...) No caso da produção de vídeo, ao trabalhar com professores e diretamente com os alunos, essas pessoas podem auxiliar a escola a criar estratégias para incorporar a cultura midiática ao processo pedagógico. O processo não é rápido, nem fácil, muito menos barato e, naturalmente, gera resistências dentro de instituições engessadas pela tradição. (SOUZA, 2005, p. 106)
Com os vídeos produzidos, alunos e professores puderam mostrar uma realidade bem diferente das escolas de comerciais de margarina e discutir os processos midiáticos.
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